terça-feira, 30 de novembro de 2010

Eu podia.

"Eu podia. Jamais chegaremos a compreender o significado desta frase. Porque em todos os momentos de nossa vida existem coisas que podiam ter acontecido, e terminaram não acontecendo, e -de repente- a mão do destino muda o nosso universo."
Trecho de "Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei" de Paulo Coelho.


obs.: Não postei nada sobre violência no Rio (ou "Rio Contra o Crime", como a Globo fez), pois não aguento mais ouvir falar disso - isso não significa que eu não tenha gostado da volta do poder público e oficial aos bolsões de pobreza invadidos.
Parabéns à polícia do Rio de Janeiro (seja a militar ou a civil) e aos aliados das mesmas.

Beijosmil.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Apatia.

Em geral quando perco sinto raiva, ódio, tristeza, decepção e outros acompanhamentos, porém hoje foi diferente. Após a derrota do 2° ano para o 1° na gincana da escola - um dos momentos mais esperados do ano - só senti uma coisa: Dever cumprido. Fiz minha parte, dei o meu melhor (o melhor que eu podia dar ao momento). Está feito. Está perdido. Aliás, não houveram perdedores, os 2° e 3º anos só deixaram de ganhar.
E eu não senti nada. Ausência total de emoções. Apenas o "missão cumprida" um tanto robótica. Sério, não foi um sentimento, foi uma determinação. Simples.


Umbeijomil.

- Carolina Aquino.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

La Dolce Felicitá

No último feriado (15/11: Proclamação da República) fiz a primeira prova da UFRJ e foi no tema proposto para a redação que inspirei meu post. A banca pediu uma dissertação argumentativa baseada na seguinte pergunta "O que há de errado com a felicidade?". Confesso que esta indagação não ficou restrita apenas àquela folha; saí da sala pensando nisto e acho que tenho a resposta. (Modéstia parte, fui ótima na produção de texto hoho)

O ser humano reduziu à metas e pessoas sua própria felicidade. Exatamente. Pare e reflita. Hoje a felicidade é venerada como algo divino, mas é tratada como uma coisa completamente mundana. Ser feliz é ter tal carro, passar no vestibular, casar com alguém,... Resumindo: Felicidade se tornou o fim. O fim de um caminho que foi trilhado para alcançar um objetivo.

Honestamente, felicidade para mim não é a conseqüência, é a causa. Não é o destino, é a estrada. Entende? O objetivo alcançado é o bônus, tipo "pague 2 e leve 3". A graça está no trajeto. Sabe quando vamos viajar para a casa da avó ver os primos e estamos ansiosos, mas a estrada é legal, porque vamos cantando no carro, vendo a paisagem e tudo mais? Isso é felicidade.
Passar no vestibular não terá tanta graça se não tivermos conhecido tantas pessoas legais que nos fazem bem na escola, que nos fazem feliz. Namorar com quem amamos não teria tanta graça sem a conquista e suas aventuras.

E os detalhes? Alegria está nos pequenos momentos. Ou vai me dizer que você não fica feliz com um sorvete gelado no verão carioca de 40ºC na sombra, ein? Ou com aquele dia de sol e praia em pleno inverno? Ou quando aquela música toca em algum lugar inesperado e você começa a cantar baixinho e só pertence à melodia?

Em suma (como diz alguém que eu conheço muito bem), a doce felicidade não é uma busca incessante, é um estado constante - só é infeliz quem quer. Uma verdadeira caça ao tesouro, onde as aventuras são as melhores jóias.


Umbeijomil.

- Carolina Aquino.

sábado, 13 de novembro de 2010

Uma dose de mundo, por favor.

Olá, caros leitores! (se é que alguém ainda lê este blog)
Mil desculpas pelo meu sumiço repentino. Não tenho tido tempo de respirar, muito menos postar algo aqui. Seja como for, após receber o scrap de um amigo com o endereço de seu blog, resolvi dar uma passada. O problema é que agora tenho inúmeras coisas para dizer, pouco espaço e nenhuma organização. Vamos lá, mesmo assim.

O título talvez faça referência ao meu aniversário (dia 16/11 farei 18 aninhos!), suposto dia da minha independência - utopia total. Em parte, também refere-se ao conteúdo desta postagem: Tudo. Mundo.

Aos devaneios conscientes.

Enem.
Sim. Esta patifaria governamental (precisava escrever isto ou explodiria.) Acreditem se quiser, passei 6 horas e 28 minutos em pé numa fila gigantesca na frente do Banco do Brasil para pagar pela inscrição (ou seria, entrada) deste circo. Graças ao bom Deus, este ano foi só um teste para mim - não estava valendo de fato, pois ainda estou no 2° ano.

Dilma.
Olha que belo! Dilma Rousseff é nossa presidenta - como ela mesma diz. Bom, o povo tem o que merece, essa é a conclusão que cheguei. Espero que seja uma boa chefe de Estado. Não votei nela, porque não tem nenhuma experiência política decente - nem no Serra, só para constar. Afinal ninguém merece amigados de FHC à essa altura do campeonato. Seja como for, pelo menos é uma mulher no poder.

Voto.
Sei que é tarde para falar disto e já saiu de moda (o mal do brasileiro é achar cidadania brega), mas um conselho para os próximos quatro anos? Leia a Constituição e descobrirá um mundo novo!

China.
Sou brasileira. Meu blog é brasileiro. Então vou falar mesmo: A China é tosca.
Não bastando manter Liu Xiaobo - Nobel da paz - preso, agora sua esposa e seu advogado também estão atrás das grades.
Aos herdeiros políticos de Mao Tsé Tung: Não há opressão que sobreviva à paixão pela liberdade. Uma hora, meus caros, o barraco vai cair. (Famoso: Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura!)

Myanmar.
Hoje (13/11/2010) a ativista contra a política que perdura em Myanmar (junta militar no poder) Aung San Suu Kyi foi libertada.

O Médico e o Monstro.
Hoje faz 160 anos do nascimento do autor deste livro e de outros como A Ilha do Tesouro e As Aventuras de David Balfour, Robert Louis Stevenson. Meu xará de signo (se é que isso existe).

Eu.
Ahh, estou bem, obrigada. "Vou mandar um beijo para o meu pai, minha mãe, minha irmã, meu namorado, meus amigos da escola, da academia, do curso,... pro meu cachorro, meu calopsita e pra menina que trabalha na padaria da praça da igreja."

domingo, 3 de outubro de 2010

Coisas.

Ultimamente minha vida está uma coisa só. Não entendo praticamente nada e entendo tudo (ok – contraditório). De uma hora para outra começou uma explosão de coisas inexplicáveis, como um big bang formador de um novo universo, conhecido por mim como “meu futuro”.
Não é brincadeira, em questão de dias muitas perguntas ficaram sem respostas e algumas respostas perderam suas perguntas. Parece um milkshake de ideias em minha mente.
Para vocês terem uma ideia, um sonho que eu tinha CERTEZA ser quase impossível de se realizar, será realizado. Uma proposta. Uma resposta. Conseqüências de meus atos ou Deus? Acredito que os dois. Entre outros, ainda temos meus sentimentos sinceros por uma pessoa, emoções que nunca pensei sentir por ninguém – por aí já podemos ver como as coisas mudaram. O problema deste último é minha personalidade – pelo menos reconheço isso. Sou possessiva, desconfiada e fria. Olha que maravilha!

Seja como for, sou grata pelas oportunidades – tenho opção, muitas pessoas nunca terão metade das que tenho. E claro, agradeço a Deus e a oxitocina por ter essa pessoa na minha vida.

- Carolina Aquino.

domingo, 26 de setembro de 2010

Pesque-fuja.

Engodo.

Significado:
1º: Isca para apanhar peixes ou animais.
2°: Qualquer coisa que sirva para atrair e/ou enganar alguém.
3°: Lisonja.

Estou me sentindo um peixinho de aquário pescado por uma criancinha idiota que só queria brincar.


Mutante.

Significado:
Animal e vegetal que apresentam caracteres novos em relação ao de seus ancestrais.

No entanto o peixinho aqui sofreu mudanças em suas células depois de um vazamento nuclear dentro do aquário (ahn?!) e adquiriu presas de tubarão e asas de morcego quando posto numa situação de risco.

Umbeijomil.

- Carolina Aquino.

domingo, 19 de setembro de 2010

Lembrando. Informando. Clamando.

Antes de iniciar qualquer devaneio aqui, gostaria de lembrá-los que ainda existem mineiros presos numa mina no Chile.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/09/familiares-de-mineiros-chilenos-comemoram-avancos-no-resgate.html

Agora vamos aos devaneios que me assolam. Ahh... Antes preciso contar uma novidade: Ontem ganhei menção honrosa de melhor delegação no FRINJ (uma simulação de conferências da ONU). Estou feliz, claro. Valeu o empenho.

Sim, os devaneios. Não sei se podem ser definidos exatamente como devaneios, talvez sejam apenas flashes de uma realidade que me recuso a enxergar. O triste é que mesmo aqui, não poderei expor tudo o que realmente acontece, o que tenho sentido. Seja como for, entendam como entender, preciso desabafar. Rs’ (e será um tanto dramático/adolescente/pseudo-importante. – ou deve ser importante, pelo menos para mim, não sei também.)

Sabe quando seu coração age de uma forma, sua mente diz para agir de outra, e no final os dois estão errado, pela razão que não existe certo no caso? E aí, ficamos divididos e uma angustia horrível começa a nos invadir, como uma faca cortando tudo que temos de convicção sobre aquele assunto. Mãos atadas. Com isto, surge um medo inexplicável, entretanto com explicação, e os sentidos começam a se chocar. Se você for como eu, diante dessa situação, faria o que faço: Se fecharia. Analisaria. Procurar uma solução é de suma importância. Mas, ao fazer isso, estaria errando mais uma vez – ou não.
Aquele assunto é importante, mesmo não sendo sua vida, mas faz parte dela. Esse assunto não é importante, porque não é minha vida, mas é um pedaço dela que posso me desfazer. NÃO QUERO ME DESFAZER DESSA PARTE! Então, o que faço? Vai doer se deixar como está e pode sangrar se tentar cortar. Entendem? Eu sei que posso arrumar o que está bagunçado, como também sei que mais cedo ou mais tarde ficará bagunçado de vez.
Tento ser racional em todos os momentos de minha vida, pelo menos tenho feito isso muito bem de um tempo para cá – vide ano passado emocional e desastroso – e agora que TENHO QUE SER emocional, esqueci como se faz. E bem, todos os “fantasmas dessa casa” começam a “me assombrar”. Tudo estava indo bem, até um pequeno “ruim” e eu não saber lidar com isso. Estou no piloto automático há meses, então já era de se esperar que qualquer turbulência afetasse isto.
Pela primeira vez, a solução para um problema não é ser racional, é agir com emoção. DÁ PARA ENTENDER ISSO?! E eu não sei por onde começar.


- Carolina Aquino.

Escutando: Thousand Mile Wish (Finger Eleven)